O que faria uma cobertura jornalística ser isenta? Há critérios internos, interpretações advindas de nossas próprias convicções ou de nossa interpretação cultural - algo mais difícil de ser definido - e de critérios externos, fruto de nossas próprias necessidades - patrões, patrocinadores ou governo - mas que delimitam a cobertura integralmente ou parcialmente. Norman Finkelstein, em seu livro "Indústria do Holocausto", não cita uma cobertura jornalística, mas a ação direta de fundos de investimentos da prefeitura de Nova York em bancos suíços, influenciados por integrantes da comunidade judaica, como fator para obrigar esses bancos a pagar uma monumental indenização associações sionistas que "representariam" os sobreviventes judeus da segunda guerra. Se nesse caso fica claro uma influência econômica direta, há portanto a possibilidade de haver uma limitação jornalística, ou mesmo uma pressão, como no caso exposto no filme "Good Night, Good Luck" (2005), que mostra um programa que tinha como principal patrocinador o maior fabricante mundial de alumínio, ALCOA, fornecedora da principal fábrica americana de aviões, BOEING, que tinha contrato com o governo americano para a construção e fornecimento de vários aviões de combate e bombardeio. Atacando o senado, a emissora CBS foi pressionada pelo governo para findar os ataques a comissão do senador Joseph McCarthy. Governo, fábrica de aviões e fábrica de alumínio. Elos de uma ação de um patrocinador contra um programa. Influência econômica delimitando, ou tentando delimitar a ação jornalística de uma cobertura. Essa ao menos é ou foi conhecida, mas e as outras às quais não temos acesso? Que tipo de estrago na cobertura fazem no enfoque jornalístico? Que tipo de perda temos na cobertura em função disso?Qual seria a influência de patrocinadores-anunciantes da TV ligados a comunidade judaica, como por exemplo a CHEVRON, na cobertura dos conflitos Israel-Palestina? Não se trata de uma visão antisemita, mas somente um exemplo de um conflito desproporcional de um exército grandemente armado contra protoestado palestino, tendo como referencial ações em sua maioria como vítima população civil palestina. É nada mais que um exemplo e não visão antisemita, podendo se vista como interpretação antisionista desse autor, o que não tem o mesmo significado.
Se há uma clara influência interna nas coberturas jornalísticas, seus efeitos são mais indefiníveis. O que essa perda causa são difíceis de serem determinadas. Quais seus efeitos? Essa resposta só o tempo poderá dar. Infelizmente.
Amigo, tô muito orgulhosa de você! O Blog tá fantástico, adorei o português dos dois textos.
ResponderExcluirBjocas da sua amiga!